PELOS FRUTOS SABEREIS

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PELOS FRUTOS SABEREIS
“O homem bom tira boas coisas do bom tesouro (do seu coração); e o mau homem tira más coisas do mau tesouro”

ÁUDIO: O EXECUTIVO

Certa vez, li a um estudo que falava sobre carreiras que faziam mal aos profissionais se a elas se dedicassem a vida toda.

E já o tranquilizo de que ser executivo não é uma delas.

Mas, a que me chamou a atenção foi a de policial pelo motivo pelo qual ela era insalubre.

Basicamente o estudo mostrava que, para pegar um bandido, o policial tinha de pensar como um para prever suas ações e, consequentemente, estar preparado e no lugar certo para capturá-lo.

Isso acontece porque um indivíduo não consegue fazer aquilo que não consegue pensar, portanto, se você decifrar a mente de um criminoso, saberá o que ele fará em seguida.

O problema está no fato de que uma pessoa do bem refletir como alguém do mal ao longo do tempo terá uma série de transtornos.

Ninguém permanece saudável se se expuser ao mal com frequência, por longo tempo e ainda por cima tendo de refletir sobre qual será o próximo passo de uma pessoa perversa.

Eu mesmo já tive de dar coaching para uma executiva cujo marido era policial e começou a enfrentar sérios problemas psicológicos após os 40 anos.

NÃO SÃO MUITOS, MAS PARECEM

 

Andrew Lobaczewski, psicólogo e autor do livro “Ponerologia, psicopatas no poder” , clássico de leitura obrigatória – tem o cuidado de, ao introduzir o assunto, mostrar que a quantidade de pessoas com psicopatologias não é grande em uma sociedade.

Entretanto, este número não precisa sê-lo para causar enormes danos a ela. Afinal, foi preciso somente um Lênin para a morte de 40 milhões de russos ou um Mao Tsé-Tung para que 70 milhões de chineses fossem assassinados.

Portanto, toda sociedade deveria ter radares atentos e filtros eficazes para detectar e impedir que pessoas com essa patologia atingissem seus objetivos.

E você, como executivo, deveria fazer o mesmo na sua empresa: equipá-la para que pessoas perversas não atinjam seus objetivos dentro dela.

QUAL O OBJETIVO DO BANDIDO?

 

Você já parou para refletir sobre, qual o mais relevante objetivo de um criminoso?

O principal objetivo dele é ter meios de ações para cometer seus crimes.

É por isso que ele possui uma persistência doentia pelo poder, pois sabe que, somente quando o tiver poderá agir sem ser impedido.

Não é a toa que você encontrará esses indivíduos nas câmaras de vereadores, no congresso nacional, no poder executivo e, é claro, no judiciário.

Mas, empresas são estruturas de poder também e, portanto, são do interesse desses indivíduos perversos.

É aí que entra o papel decisivo do RH em criar filtros e impedir que essas pessoas ingressem na empresa.

E todos os executivos devem ter um radar atento para identificar esses profissionais e impedir que cheguem a cargos que lhes dêem meios de ação para causar danos ao negócio.

O QUE CONSIDERAR?

 

Mas, o que você deve considerar para isso?

Em primeiro lugar sugiro que você se informe com livros como Ponerologia para ter uma base sobre o assunto.

Assim como um bom policial, você deve ser capaz de refletir sobre a gênese de uma idéia e quais ações ela incentivará a cada executivo e profissional ao seu redor.

Isto é, saber o que pode acontecer se ela for nutrida e crescer na cabeça das pessoas e elas agirem a partir dela.

Pense sobre o seguinte:

– Quais serão os resultados de curto e de longo prazo?

– Qual sua abrangência? Isto é, como afetará os clientes, acionistas, funcionários, fornecedores e as famílias, por exemplo?

– Esta idéia tem o bem como princípio no seu berço, na sua execução e no seu resultado? Afinal, uma idéia somente é boa se a resposta for sim para esses três momentos.

Este filtro é fundamental para conhecer os frutos de toda idéia antes que eles aconteçam.

TEMPO PARA SE INFORMAR E REFLETIR

 

Um grande desafio para fazer isso é que os executivos estão atolados de tarefas que consomem todo o seu tempo físico e mental.

Se um líder estratégico não tem agenda para pensar no futuro, não o terá para refletir sobre a gênese de nenhuma idéia – boa ou má.

Portanto, um primeiro passo fundamental é aprender a gerenciar o tempo para abrir oportunidades para se informar e refletir.

O segundo passo é aprender a ter foco para meditar com sabedoria sobre as idéias e comportamentos das pessoas – afinal, cada comportamento expressa uma idéia subjacente que pode ter sido fomentada cuidadosamente na cabeça de alguém.

Não preciso lhe dizer que, em geral, entidades como: sindicatos, associações, conselhos, ONGs e mesmo o próprio governo não são fontes confiáveis de idéias para o bem da empresa – muito menos das famílias.

E finalmente, catalogar as idéias entre aquelas que você vai nutrir e qual irá rejeitar.

QUANTO ANTES, MELHOR

 

Quanto antes um executivo identificar uma má idéia, mais rápido poderá usar seu privilégio de ‘007 corporativo’ para eliminá-la.

Deste modo, serão preservados recursos e energia.

Inversamente, depois de um certo tempo com as pessoas agindo em acordo com uma idéia perversa fomentada em suas cabeças, é muito difícil modificar a cultura que se criou ao redor dela.

ONDE ESTÁ A FONTE

 

E a fonte de más idéias sempre são indivíduos.

Portanto, convido você a fazer a lição de casa: tenha sempre um radar atento para localizar as fontes dessas idéias ruins, procure retirá-las da organização e evitar que ascendam a cargos relevantes e tenham meios de implementar suas perversidades.

Quer seja na companhia, ou em um país, sem esse filtro, estaremos todos caminhando para o abismo.

Eu sei que é muito mais fácil sairmos de uma empresa ao identificarmos essa situação – e isso é sempre uma alternativa. Mas, se todos pensarem deste modo jamais teremos organizações, ou um país, saudáveis.

Lembre-se, se essas pessoas possuem uma persistência doentia pelo poder, a única forma de combatê-las é jamais desistir de fazer o que for necessário para impedir que atinjam seu objetivo.

A consequência disso é criarmos um ambiente para que tenhamos profissionais cada vez mais saudáveis, orientados por idéias boas e que gerem resultados duradouros.

Para isso, devem ser geridos por executivos de boa índole, firmes no cumprimento de suas obrigações e propósitos elevados.

Que sejam, acima de tudo, pessoas que geram bons frutos e que sejam admiradas por eles.

Afinal, pelos frutos sabereis.

Conte comigo para isso e vamos em frente!

Silvio Celestino – Diretor da Alliance Coaching

Autor do livro: O LÍDER TRANSFORMADOR, como transformar pessoas em líderes

silvio.celestino@alliancecoaching.com.br

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Um grande abraço e vamos em frente!

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