QUASE 60% DOS EXECUTIVOS PLANEJAM MUDAR DE CARREIRA. A PERGUNTA É: O QUE ELES DESCOBRIRAM LÁ EM CIMA?
A Inteligência Artificial está gerando tantas transformações empresariais em tão pouco tempo que outros assuntos também relevantes ficaram eclipsados.
No fim do ano passado, um estudo da LHH com mais de 4.600 líderes trouxe um dado que merece a atenção de qualquer conselho de administração: 60% dos executivos afirmam desejar mudar de função, empresa ou direção de carreira nos próximos três anos.
Estamos falando de pessoas que chegaram ao topo da hierarquia organizacional. Profissionais que conquistaram prestígio, remuneração diferenciada e influência real sobre os rumos de suas empresas.
Ainda assim, a maioria está pensando no próximo movimento.
🔴 O dado mais intrigante não é que eles desejam mudar.
O dado mais intrigante é que muitos começaram a fazer perguntas que raramente aparecem em uma reunião de resultados:
“O que eu quero fazer nos próximos anos da minha vida?”
“O sucesso que construí continua fazendo sentido?”
“A liderança que exerço ainda reflete quem eu sou?”
Em anos recentes, passei a assessorar executivos de alto escalão em processos de recolocação e, de fato, é frequente ouvir que desejam sair do circuito das grandes empresas, ir para companhias menores ou iniciar uma carreira solo como consultor, palestrante ou pequeno empreendedor.
Como esse desejo de mudança de rumo aconteceu?
🎭 QUANDO O CARGO SE TORNA MAIOR QUE A PESSOA
Ao longo da carreira, existe uma armadilha silenciosa.
O executivo inicia sua jornada usando o cargo como instrumento para gerar resultados. Com o passar dos anos, porém, corre o risco de permitir que o cargo se transforme em sua própria identidade.
Sem perceber, passa a falar, pensar e agir como o cargo. E isso tudo molda sua personalidade, mesmo em ambientes fora do trabalho.
Até que um dia descobre algo desconfortável:
Talvez tenha construído uma carreira admirável sem dedicar o mesmo esforço para compreender quem se tornou durante o processo.
💡 Por isso, provavelmente, muitos desses executivos não estejam procurando apenas uma nova posição.
Talvez estejam procurando uma nova relação consigo mesmos.
🚀 O FUTURO NÃO PERTENCE AOS MAIS TÉCNICOS
O relatório traz outro ponto relevante.
As competências mais valorizadas para os líderes do futuro não são técnicas.
As organizações procuram executivos capazes de colaborar, comunicar, inovar, adaptar-se às mudanças e conduzir transformações.
Em outras palavras, quanto mais tecnologia invade as empresas, mais importantes se tornam as capacidades humanas.
De fato, até por minha raiz técnica, compreendo perfeitamente a necessidade dos líderes empresariais, em certos setores, valorizarem sua compreensão profunda de detalhes das máquinas e sistemas que a empresa utiliza.
Mas, o exagero no tempo dedicado para se manter atualizado nessas questões é uma armadilha.
🔑 O mercado já não busca apenas especialistas.
Busca líderes capazes de navegar a incerteza sem perder a humanidade.
E isso muda completamente a forma como pensamos desenvolvimento executivo.
🤖 A IA ESTÁ MUDANDO A LIDERANÇA
Outro resultado do relatório merece atenção.
As competências relacionadas à Inteligência Artificial aparecem como as mais valorizadas entre equipes executivas.
Mas há um detalhe importante.
O relatório não sugere que CEOs precisem aprender programação, mas algo muito mais estratégico.
A adoção de IA deixou de ser um tema da área de tecnologia.
Passou a ser um tema de liderança estratégica no mais alto nível.
Ainda ontem – 12/6/2026 – o governo americano proibiu o acesso a estrangeiros das versões Fable 5 e Mythos 5 da Anthropic – desenvolvedora da Claude.
Quem não compreender como a Inteligência Artificial afeta produtividade, tomada de decisão, riscos e competitividade terá dificuldade para formular estratégias relevantes nos próximos anos.
Por isso tem sido difícil, mesmo para mim, fugir do tema – o executivo de classe internacional precisa manter seu nível de atenção alto para não perder os acontecimentos na área e como eles afetarão seus negócios.
A transformação tecnológica está em um momento crítico – imagine as consequências dessa decisão do governo dos EUA mesmo para uma empresa do país, instalada no território americano, mas com funcionários estratégicos estrangeiros.
A questão é quem estará preparado para liderar essa transformação, analisar e prever os possíveis cenários futuros?
⚖️ DINHEIRO CONTINUA IMPORTANDO. MAS NÃO EXPLICA TUDO.
Isso tudo é motivo de reflexão para o executivo maduro.
Não é raro encontrarmos casos daqueles que se julgaram incapazes de liderar a empresa nesse complexo contexto e que exige um nível de energia alto demais para quem já está na rampa de descida de sua carreira.
E a conclusão dessa reflexão nem sempre mostra o desejo de continuidade.
O estudo mostra que uma remuneração melhor continua sendo o principal motivo para buscar uma nova posição.
Mas há algo igualmente revelador.
Os fatores que mais fazem um executivo permanecer em uma organização são:
✅ Trabalho significativo.
✅ Flexibilidade.
✅ Equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Ou seja, os executivos podem mudar por dinheiro.
Mas permanecem por significado.
E este ponto vai além de projetos de crescimento ou avanço tecnológico.
🌟 A PERGUNTA QUE TODO EXECUTIVO DEVERIA FAZER
A questão mais importante não é:
“Por que tantos executivos querem mudar?”
Mas, sim:
“O que eles descobriram depois que chegaram lá?”
Afinal, quando quase 60% dos líderes começam a considerar uma mudança, talvez não estejamos diante de uma crise de carreira.
Talvez estejamos diante de uma redefinição do próprio conceito de sucesso.
O mundo corporativo está entrando em uma nova era.
Uma era em que competências humanas valem mais, a tecnologia exige novos modelos de liderança e o propósito volta a disputar espaço com os indicadores financeiros.
🌟 A boa notícia é que esse movimento não precisa ser visto como um problema.
Pode ser um sinal de maturidade.
Pode ser o momento em que o executivo deixa de perseguir apenas o próximo cargo e começa a construir algo muito mais valioso: uma trajetória coerente com seus valores, seus talentos e sua missão.
Acima de tudo, sua vocação.
Um tema do qual muitos parecem fugir porque necessariamente se a vocação é um chamado, a pergunta seguinte é: de quem?
E muitos não querem fazer essa reflexão por temerem a resposta.
Mas o executivo de classe internacional, deseja essa profundidade.
Porque o líder que compreende profundamente quem é não teme as mudanças do mercado. Ele sabe transformá-las em oportunidades para crescer, servir e gerar impacto.
E seguramente o próximo passo mais importante da sua carreira não esteja no organograma da empresa, mas na clareza que você tem sobre si mesmo.
Conte comigo para isso e vamos em frente! 🚀

Silvio Celestino – Diretor da Alliance Coaching
Autor do livro: O LÍDER TRANSFORMADOR, como transformar pessoas em líderes
silvio.celestino@alliancecoaching.com.br
P.S.1. Se você é diretor ou gerente e gostaria de aumentar sua musculatura executiva para ser cada vez mais um executivo de classe internacional, entre em contato conosco. Nossos programas de coaching executivo, mentoria, palestras e seminários de liderança contribuirão muito com você e os resultados da empresa. Ligue para nós!
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Um grande abraço e vamos em frente!
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