“Uma única nota dissonante pode perturbar a doce harmonia de uma melodia, assim como um sussurro de desavença pode romper a beleza da unidade.”
Um executivo classe internacional sempre busca imitar bons exemplos.
Nesta semana, conversava com um industrial do setor de alimentos que dizia que, após décadas no comando da companhia, tinha desenvolvido um time de líderes que sabia conduzir a empresa sem a sua presença.
Entretanto, ele estava lá todos os dias e que sua função era manter a harmonia entre os departamentos.
Isto significava estar à disposição de todos os diretores de tal modo que, após terem tentado genuinamente resolver um problema, chegavam à conclusão de que precisariam dele para ajudá-los.
Em geral, seu papel era definir, com sua experiência e sabedoria de vida, como cada um dos diretores atuaria para chegar à solução.
O EXECUTIVO É O MAESTRO
Em um mundo corporativo onde o ritmo acelerado pode transformar uma empresa em uma confusão de vozes discordantes, cabe ao principal executivo atuar como o maestro de uma orquestra sinfônica.
Imagine uma sinfonia onde violinos, cellos e flautas competem em vez de se complementarem: o resultado seria um caos auditivo, longe da beleza que encanta o público.
Da mesma forma, manter a harmonia entre departamentos não é apenas uma boa prática – é essencial para que cada setor contribua para a unidade no atendimento aos clientes.
Quando o executivo principal promove essa coesão, os departamentos se entrelaçam como notas em uma melodia, ajudando uns aos outros a criar uma experiência impecável para o cliente, elevando a performance de todos com foco na excelência.
Fico impressionado de ver a existência de executivos que se vangloriam de liderar pelo conflito e acharem que isso é bom.
ESCOLHA O EXEMPLO BOM
Infelizmente, vivemos em uma era onde muitos justificam escolhas ruins apontando para maus exemplos, como se eles fossem a norma inescapável.
Ouço com frequência frases como “Família é ruim, cheia de problemas”, usadas para desvalorizar laços profundos.
No entanto, há excelentes exemplos de famílias que, apesar de imperfeitas, demonstram o verdadeiro valor da união.
Nenhuma família é um concerto perfeito, sem desafinações, mas em uma boa família, quando alguém erra, há censura construtiva, não abandono.
Os membros se apoiam, corrigem e seguem em frente, fortalecendo o todo.
Nas famílias você encontrará exemplos de pessoas difíceis, dóceis, bem-sucedidas, fracassadas e toda uma faixa de comportamentos problemáticos e difíceis de harmonizar.
Mas, o amor, o sacrifício e a capacidade de não abandonar um ao outro, por mais difícil que seja, é o que faz a família ser o lugar onde depois de você fazer um erro retumbante ouvirá: “Sim, você foi um idiota completo, agora sente-se e coma.”
O perdão reina e a busca pelo bem de seus membros leva a superar tudo. No fim, a lembrança dos bons momentos em família é algo inestimável.
Afinal, a família é a célula fundamental da sociedade, e é dela que as empresas extraem seus funcionários.
Se uma organização se comportar como uma família harmoniosa – onde departamentos “tocam” juntos, apoiando-se mutuamente como instrumentos em uma orquestra –, os frutos serão abundantes: equipes mais resilientes, inovação fluida e um atendimento ao cliente que ressoa como uma obra-prima.
O PROBLEMA É DE TODOS
Recentemente um diretor me disse que foi chamado para uma reunião porque as pessoas de um departamento não queriam contribuir com a solução de um problema de outro.
Ele basicamente foi chamado para fazer as pessoas trabalharem.
Seu discurso foi rápido e direto:
– “Não ficarei nesta sala. Espero que seja a última vez que eu seja chamado para dizer a vocês que os problemas são de todos e que vocês têm de fazer seu trabalho para que sejam solucionados, não para apontar culpados, dizer que não é sua responsabilidade ou deixar de resolvê-los.”
Saiu da sala e foi embora.
O problema foi solucionado.
E ESSA SEMANA QUE NÃO ACABA!
Essa harmonia vai além da mera colaboração; ela exige dedicação verdadeira.
Muitos profissionais, porém, trabalham com o olhar fixo no relógio, ansiando pelas 18h ou pelo fim de semana, em vez de entregar com esmero suas tarefas.
Esquecem que o foco deve estar no atendimento primoroso ao cliente, no retorno justo ao investimento do acionista e na reciprocidade com o salário pago integral e pontualmente.
Meu avô, um administrador de fazendas muito dedicado e sério, me ensinou uma lição eterna: trabalhar menos do que se deve é, em essência, roubar – roubar tempo, esforço e confiança daqueles que dependem de nós.
Em uma empresa harmoniosa, cada funcionário contribui com sua “nota” plena, criando uma melodia que beneficia a todos, sem dissonâncias de descompromisso.
Fico impressionado de ver como há pessoas que sempre dizem que nada dará certo em uma empresa que vai muito bem por anos a fio. E descrevem com maledicência cada decisão dos executivos, cada funcionário dedicado, cada tarefa bem concluída. E não se percebem como o principal foco de um clima organizacional ruim no qual elas mesmas vão viver.
FUNDAMENTAL
Todos deveriam fazer o contrário.
Isto é, focar nos bons exemplos que são o tom fundamental dessa sinfonia organizacional.
Quando o executivo os promove, cultivando um clima positivo onde erros são oportunidades de afinação em vez de rupturas, o ambiente se torna vibrante e produtivo.
Relembremos que as famílias, apesar dos desafios modernos, permanecem cruciais para a sanidade e o desenvolvimento saudável das pessoas.
Elas ensinam empatia, responsabilidade e apoio mútuo – qualidades que se refletem em funcionários excepcionais.
Uma empresa que ecoa esses valores familiares gera equipes que “cantam” em uníssono, atendendo clientes com a precisão de uma partitura bem regida.
Como um executivo classe internacional, você tem o poder de transformar sua empresa em uma orquestra valorizada pelo público.
Incentive e seja responsável pela harmonia – como um amálgama entre peças de um mosaico – valorize os bons exemplos e incentive a união dos departamentos para elevar o atendimento ao cliente a níveis inspiradores.
Lembre-se: uma sinfonia bem conduzida não só agrada o público, mas inspira aplausos duradouros.
Conte comigo para isso e vamos em frente!

Silvio Celestino – Diretor da Alliance Coaching
Autor do livro: O LÍDER TRANSFORMADOR, como transformar pessoas em líderes
silvio.celestino@alliancecoaching.com.br
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Um grande abraço e vamos em frente!
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