NEM TODOS QUEREM SER VENDEDORES

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NEM TODOS QUEREM SER VENDEDORES

“Porque, assim como em num só corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, assim, (ainda que) muitos, somos um só corpo em Cristo, e cada um de nós membros uns dos outros”

 

A ARTE DE RESPEITAR VOCAÇÕES E CONSTRUIR O SUCESSO CONJUNTO

Embora eu seja um grande entusiasta dos negócios e minha pós-graduação seja em marketing industrial, que é o marketing das grandes negociações, ser vendedor não é para todo mundo.

No universo do mundo executivo, onde a busca por resultados é o coração de qualquer organização, a venda é frequentemente celebrada como a grande força do crescimento.

E com razão: vender é uma articulação de conhecimento e arte para os fortes, que exige coragem, resiliência e uma habilidade única para conectar pessoas a soluções.

No caso das grandes negociações também exige nobreza pois, se é verdade que encontrará pessoas nada fáceis de lidar, o vendedor sabe que sempre haverá o dia seguinte e que, portanto, a menos que esteja diante de alguém perverso e desonesto, deve manter os vínculos de longo prazo que é a certeza de resultados duradouros.

No entanto, assim como nem todos se encantam pela precisão da engenharia ou pela dedicação da medicina, nem todos encontram sua vocação na linha de frente das vendas. E isso não é apenas natural, mas necessário.

PARA POUCOS

Ser vendedor é uma jornada para poucos. Não por falta de capacidade, mas por exigências que vão além da técnica.

É preciso um estofo singular para enfrentar a pressão de metas crescentes, prazos implacáveis e, muitas vezes, clientes muito difíceis ou estruturas internas complexas e insuficientes.

A frustração pode ser uma companheira constante, principalmente pela falta de reconhecimento, por críticas daqueles que acham que vender é fácil ou algo menor e pela necessidade de adaptação a contrações econômicas cíclicas.

Tudo isso demanda uma resiliência que nem todos desejam ou estão preparados para cultivar.

Assim como o escultor molda a pedra com paciência, o vendedor esculpe oportunidades em meio a adversidades — mas nem todos se sentem chamados a empunhar o cinzel.

E este é o motivo de escrever essas idéias para você porque novamente chegou a mim a história de um advogado que deixou um escritório de renome por uma razão simples, porém profunda: a expectativa de que ele dominasse a arte da venda para ascender na carreira.

Ele, um profissional dedicado ao rigor do direito – tão vilipendiado neste momento no Brasil – viu-se diante de uma demanda que não apenas fugia de sua vocação, mas que também parecia desrespeitar a essência de seu propósito.

Afinal, se é verdade que um escritório de advocacia precisa vender, também precisa de quem participe da venda ao entregar um serviço de excelência, o que contribui decisivamente para a próxima oportunidade no mesmo cliente.

Essa história não é isolada.

Quantos talentos já se perderam por imposições que ignoram os inúmeros e diferentes dons que compõem uma equipe?

Na sociedade, aprendemos que todos têm o direito de estudar, mas o estudo, na verdade é uma obrigação e não um direito.

Isto é, aquele que possui o intelecto para uma área tem a obrigação de estudar e ser o melhor profissional que puder.

Mas a beleza do tecido social está em sua variedade.

Não precisamos apenas de doutores ou engenheiros; precisamos de marceneiros que transformem madeira em arte, de eletricistas que iluminem lares – e mantenham os computadores funcionando, de pedreiros que ergam sonhos.

TODOS SÃO IMPORTANTES

Cada ofício, por mais humilde que pareça, é um pilar essencial.

Da mesma forma, em uma empresa, nem todos precisam estar na linha de frente das vendas. Há aqueles que são brilhantes na retaguarda, garantindo que a entrega seja impecável, que os processos fluam com precisão, que a confiança do cliente seja conquistada pelo esmero e não apenas pela persuasão.

Eu mesmo me recinto de secretárias executivas que eram verdadeiras amálgamas dentro da empresa por sua maturidade em lidar com diretores de todas as áreas, e ser como o óleo em uma engrenagem por fazerem os trabalhos fluírem sem interrupções provocadas por uma falta de gentileza entre pares – coisas simples que hoje se perderam porque as pessoas esqueceram que a gentileza é o básico da civilização.

Um escritório de advocacia, por exemplo, não prospera apenas pela habilidade de vender serviços, mas pela qualidade inquestionável de sua entrega.

O advogado que pesquisa incansavelmente, que constrói argumentos sólidos ou que estrutura contratos com precisão é tão vital quanto aquele que fecha negócios.

Forçar todos a se encaixarem no molde de vendedor é como exigir que todas as estrelas do céu brilhem com a mesma intensidade e cor.

A verdadeira força de uma organização está em alinhar os propósitos individuais ao propósito coletivo, respeitando as vocações de cada um.

VARIEDADE É FORÇA

Incentivar esse respeito é mais do que uma questão de justiça — é uma estratégia para o sucesso duradouro.

Quando cada profissional é valorizado por suas contribuições únicas, a empresa não apenas alcança resultados, mas os sustenta com solidez. Talentos heterogêneos, quando bem orquestrados, transformam equipes em sinfonias, onde cada nota, por mais distinta que seja, contribui para a harmonia do todo.

Portanto, assim como celebramos um bom negociante, temos de celebrar os bons operadores, criativos, soldadores, advogados, contadores, engenheiros e todos os demais profissionais de excelência que compõem o sistema que irá entregar o que o negociante prometeu.

Que executivos classe internacional, portanto, aprendam a reconhecer e articular a variedade de dons que está à sua disposição na empresa.

Que vejam na vocação de cada profissional não um obstáculo, mas uma oportunidade de construir algo maior.

E, por fim, que o sucesso seja medido pelos números não apenas de vendas, mas que expressam a capacidade de encaixar o melhor de cada um em um quebra-cabeças que faça sentido para a excelência nos negócios.

Conte comigo para isso e vamos em frente!

Silvio Celestino – Diretor da Alliance Coaching

Autor do livro: O LÍDER TRANSFORMADOR, como transformar pessoas em líderes

silvio.celestino@alliancecoaching.com.br

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Um grande abraço e vamos em frente!

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