A difícil arte de detectar e vencer o inimigo

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A difícil arte de detectar e vencer o inimigo

“O inimigo que você não destruir pela manhã, estará vivo para destruí-lo à tarde” – Carl von Clausewitz

Falar sobre inimigos no ambiente empresarial é encarar um assunto que não é muito confortável. Pior, parece algo inapropriado diante do politicamente correto. Talvez fosse melhor chamarmos de competidores, colegas de mercado, ou simplesmente pessoas que tiveram desafios em suas vidas.

O fato é que você precisa saber quem são e se precaver contra eles. Na verdade, você precisará neutralizá-los, ou fracassará como líder empresarial, gerente, ou em sua profissão.

Afinal, na gestão de negócios, de pessoas e de sua própria carreira, se você não souber quem é o inimigo e não destruí-lo, ele o fará a você.

Muitas vezes, em processos de coaching, percebo o quanto os profissionais são incapazes de reconhecer seus inimigos. Eles têm dificuldade em perceber e aceitar que ninguém tem condição de escolher 100% das pessoas com quem vai trabalhar e, portanto,  encontrarão algumas desonestas competinto pelo mesmo que eles.

Se um profissional não compreender que tem de derrotar a todos para ser bem-sucedido, inclusive os concorrentes desonestos, não conseguirá vencer.

Na gestão de negócios você encontrará competidores que seduzirão seus clientes, ou prospects, por meio de corrupção – seja ela moral ou financeira. Portanto, se não for atento a isso, poderá negociar com alguém que jamais comprará seus produtos e você não saberá o motivo. Se não tiver como evitar isso, sugiro procurar outros clientes e prospects.

Na gestão de pessoas você deve ser capaz de contratar e desenvolver aquelas que sejam alinhadas a você e demonstrem lealdade. Tenho visto casos de traição e roubo ocorrerem dentro de empresas porque a má formação em liderança faz o gestor perder o controle sobre um funcionário “de confiança”. E a máxima: “quem faz não controla, pois quem controla o que faz, faz o que quer”, acaba se impondo.

Isso acontecer com você, como gestor, não é culpa sua, pois, a principal preocupação de um desonesto é disfarçar sua desonestidade. E esse disfarce pode durar anos.

Sejamos francos, é enfadonho estabelecer rotinas de supervisão, auditoria e controle, mas é devastador saber que foi roubado pelo próprio funcionário. E não são apenas dinheiro, ou produtos que são roubados, mas também bancos de dados e informações sigilosas que são oferecidas a competidores.

Já na sua carreira, o principal inimigo não é, necessariamente, uma pessoa. Mas, a sua percepção e comportamento a respeito dela. Por exemplo, sua ingenuidade diante de pares, chefes e liderados. Isso faz você, por exemplo, querer ser transparentes demais e acabar revelando informações que podem ser usadas contra você por pessoas mal intecionadas.

Observo principalmente a enorme dificuldade que alguns têm de admitir que estão sob o comando de um líder desqualificado, desonesto e, nos piores casos, psicopata.

Para que você suba em sua profissão, é importante saber lidar com informações que são estratégicas para sua carreira. Portanto, saiba manter sigilo sobre elas. Afinal, não existe nada mais decepcionante do que ver um profissional que não conseguiu o sucesso que desejava porque puxaram seu tapete. Aprender a pular na hora certa é, portanto, uma competência a ser aprendida.

A vida profissional exige maturidade e também capacidade de avaliação do caráter e da moralidade de todos que o cercam. Você tem de fazer escolhas difíceis e ser um competidor duro, que joga pelas regras do jogo, mas que sabe vencer quem não o faz.

Um bom líder tem de saber desenvolver essa competência para, mais do que ser admirado, ser um vencedor.

Vamos em frente!

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