Para ouvir este texto, clique aqui: Podcast O EXECUTIVO
É evidente que hoje temos grandes temas que chamam a nossa atenção e que são foco de muitos negócios para solucioná-los.
No mundo empresarial, a inovação e a empatia podem caminhar juntas e gerar não apenas lucro, mas também impactos positivos na vida das pessoas e famílias.
Empresas ao redor do globo têm surgido com a missão de minimizar ou resolver sofrimentos humanos e transformam essas adversidades em oportunidades para criar um futuro mais promissor.
Executivos e empreendedores desempenham um papel fundamental nesse cenário.
Um exemplo notável é o surgimento de startups focadas em saúde, como aquelas que desenvolvem tecnologias de telemedicina, que permitem a pacientes em áreas remotas serem atendidos por médicos sem a necessidade de deslocamento.
Na área da educação, plataformas de aprendizado online permitem o acesso ao conhecimento, oferecem cursos de qualidade para pessoas que, de outra forma, não teriam tais oportunidades e permitem aos pais educarem suas crianças em acordo com seus desejos.
Para os jovens, isso não apenas os capacita, mas também tem o potencial de os formarem profissionais com mais qualidade e mais conscientes, ao dar-lhes o conhecimento necessário para trabalhar em uma economia cada vez mais dinâmica e com fortes concorrentes estrangeiros.
O QUOTIDIANO É MAIS TOSCO
Entretanto, não deveríamos ter o mesmo olhar para os sofrimentos mais simples do quotidiano? Se estes não possuem a mesma verba de propaganda dos que nos são apresentados, nos incomodam com mais frequência e deveriam requerer mais atenção por parte dos criadores de negócios lucrativos.
Vejo como carecem disso tudo e acredito que não apenas eu, mas muitos ficariam satisfeitos se empreendedores e executivos fossem capazes de gerar um negócio a partir deles.
Como exemplo, nesta semana, uma obra num apartamento alguns andares abaixo do meu causou um sério transtorno aos vizinhos.
É claro que existe uma legislação a respeito e que determina os decibéis máximos que uma obra pode atingir.
Também não há dúvida que o dono do apartamento tem o direito de modificá-lo em acordo com seus desejos e necessidades.
Mas, o que me espanta é não termos uma tecnologia para reformas que faça um ruído compatível com o fato de que hoje as pessoas trabalham em casa e, portanto, o barulho em qualquer imóvel tem de ser muito menor do que no passado.
O mesmo problema vejo nas obras urbanas.
O barulho das máquinas parece mais indicado para uma mineração a quilômetros de distância de um centro urbano do que para uma cidade como São Paulo onde, seguramente, haverá pedestres por perto e pessoas dormindo ou acamadas em alguma casa próxima.
A indiferença a esses transtornos que são frequentes e inúmeros em São Paulo é tão grande que os fazem parecer parte da paisagem.
É enlouquecedor você ficar com o barulho de marretas, furadeiras e marteletes na sua cabeça por meses a fio em uma obra cujo dono nunca está satisfeito com o projeto que ele mesmo aprovou e que modifica a seu bel-prazer sem se preocupar o quanto de sofrimento isso causará a seus vizinhos.
Ou seja, é claro que precisamos de tecnologias que nos ajudem a fazer obras com menos ruídos, mas também precisamos daquelas que nos ajudem a transmitir mais moralidade às pessoas.
Desde cedo ouço a máxima: o seu direito termina onde começa o do outro.
Será que isso ainda é ensinado nas famílias, escolas e universidades aos jovens?
Perdoe a divagação.
Voltemos aos negócios.
Foto: Podcast com Evandro Correa – Sócio-fundador da Bekup Seguros
NEGÓCIOS COMO SOLUCIONADORES DE SOFRIMENTOS
Este panorama onde há muito sofrimento próximo – de fato próximo – serve como um convite aos executivos e empreendedores para refletirem sobre o propósito maior de suas iniciativas de negócios.
O mundo empresarial precisa de líderes que combinem visão de mercado com uma profunda preocupação com os problemas que estão no quotidiano das pessoas.
As oportunidades para fazer a diferença são inúmeras.
Ao integrar soluções inovadoras que abordam, minimizam ou resolvem esses transtornos em suas estratégias de negócio, os líderes não apenas elevam suas empresas a um novo patamar de relevância, mas também contribuem para a construção de uma civilização que, de fato, se preocupa em ser civilizada.
Isso requer uma mudança de mentalidade, isto é, o ajuste para um foco mais sutil ao entorno dos indivíduos e famílias para reconhecer que o sucesso empresarial e o impacto positivo nas pessoas podem, e devem, andar de mãos dadas.
Se o lucro é um fator determinante, sua articulação com uma visão mais consciente do fim último dos produtos e serviços é uma reflexão que, acrescida de criatividade, pode gerar bons negócios.
CRIATIVIDADE PARA NEGÓCIOS
Curiosamente, observo o quanto os executivos desconhecem metodologias para aumentar a criatividade produtiva de seus profissionais e que estão disponíveis em processos de coaching e de mentoria.
Digo criatividade produtiva porque, em geral, as pessoas associam a criatividade à “criatividade artística” e aqui me refiro à criatividade para os negócios – ou seja, delimitada por restrições de custo, tempo, logística e tecnologia, entre outros fatores.
A formação de bons líderes capazes de gerir equipes que compreendam e atendam a essas restrições ao criarem soluções é fundamental para toda empresa que deseja desenvolver novos produtos e serviços.
Portanto, a pergunta que fica é: sua empresa pode contribuir para aliviar transtornos reais do quotidiano e promover o bem-estar de pessoas e famílias?
Um olhar atento a problemas mais simples pode catalisar tecnologias emergentes tão exaltadas hoje e que fazem parte de inúmeras estratégias empresariais e combiná-las em soluções verdadeiramente úteis aos indivíduos e suas famílias.
Uma expressão valiosa do amor ao próximo.
Conte comigo para desenvolver isso e vamos em frente!
Silvio Celestino
Sócio-diretor da Alliance Coaching
Autor do livro: O LÍDER TRANSFORMADOR, como transformar pessoas em líderes




