NÃO PODE FALTAR FORÇA EM SUA CARREIRA

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NÃO PODE FALTAR FORÇA EM SUA CARREIRA

Uma das competências mais difíceis de desenvolver e manter é o foco na ordem das coisas.

Lembro-me que quando tive embolia pulmonar pela primeira vez, em 2005, minha maior dificuldade foi convencer aos médicos de que algo grave estava acontecendo comigo. O foco deles era em me acalmar, mais do que em me ouvir. Se passaram 10 dias de terríveis sintomas e foram necessárias quatro consultas para finalmente eles fazerem o exame que confirmou minha enfermidade.

Na prática, quem me salvou foi o google, porque foi a partir de pesquisas por meio dele que eu mesmo fiz uma lista de prováveis diagnósticos e tive de lutar com os médicos para acreditarem no que havia descoberto. Mas, não tome isso como uma recomendação.

Este fato mudou profundamente meu modo de ordenar as idéias a respeito de minha saúde. Antigamente achava que meus médicos eram responsáveis por ela. Hoje, os vejo como auxiliares nessa tarefa. A responsabilidade e decisões finais são minhas, mesmo que, por vezes, os contrarie.

Esta história me vem à lembrança porque me preocupa a quantidade de temas que são colocados sob responsabilidade dos executivos.

Eles são inúmeros e fazem os gestores perderem o foco nos propósitos da organização e principalmente desorganizam a ordem de importância dos diversos fatores que a fazem funcionar.

LÍQUIDO E CERTO

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Para um operário, acordar cedo, tomar café da manhã e ir à fábrica é uma rotina que ele pode ter por décadas.

Do mesmo modo, um profissional administrativo, pode acordar pela manhã, tomar seu café e sentar-se à frente do computador para trabalhar tranquilamente em home office.

Ambos somente podem ter essa rotina porque consideram líquido e certo o fato de que terão à sua disposição comida e energia.

Poucos se dão conta que para a comida chegar à sua mesa é preciso um complexo processo de plantação, colheita e logística que somente é mantido de pé por homens e, principalmente, pela graça de Deus – que manda a chuva.

O mesmo ocorre com a energia.

Enquanto nós, nas cidades principalmente, temos o privilégio de conversar sobre temas como: metaverso, ESG, SXSW e Covid, o homem do campo, das plataformas de petróleo, das fábricas e das cadeias de suprimento não pode parar, não importa o que aconteça: nada pode distrai-lo.

E SE PARAR?

Se tudo isso parar, bem…

A resposta de certos governantes à recente crise da pandemia gerou colapsos temporários gravíssimos que foram sentidos por todos.

Entretanto, a guerra na Ucrânia está perigosamente conduzindo todas essas estruturas de energia e alimentos para um caminho ainda mais grave.

Ambas as crises têm em comum a idéia de que serão solucionadas pelo dinheiro: quer seja pela emissão descontrolada, quer seja pelo controle dele.

A emissão descontrolada é o que o banco central americano, FED, faz desde o início da pandemia e continua a fazer sem que um único parlamentar americano, ou de outro país, questione sua irresponsabilidade criminosa.

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É essa emissão que faz termos uma inflação potencial de 400%, por enquanto.

Por esse motivo que, há dois anos, tenho alertado insistentemente aos executivos a pensarem nisso: o que farão se os custos aumentarem em 400%?

Minha recomendação é observar o que fazem empresas centenárias que, por exemplo, estão dando foco em seus produtos em embalagens menores. Isto faz com que o consumidor possa comprá-los.

Afinal, todos terão menos dinheiro porque terão de gastar mais com energia e com comida – que também é uma forma de energia, diga-se de passagem.

Já o controle do dinheiro, que está sendo imposto à Rússia pelos Estados Unidos, países da União Europeia e aliados, gera uma desordem nos mercados de fertilizantes e de energia.

“Desordem no mercado de fertilizantes” é uma maneira suave de dizer: pode faltar comida.

É o que afirma o senil presidente americano neste discurso:

Já no mercado e energia, na prática a Rússia é a espada de Dâmocles sobre a Europa, em especial Alemanha.

Em resposta às sanções, a Rússia demandou que os países considerados inimigos paguem por seu petróleo e gás em Rublos.

Isto representa um duro golpe contra a hegemonia do dólar como moeda das trocas internacionais. Na verdade, para não me estender, a Rússia tem um arsenal perigosíssimo apontado contra o poder do banco central americano de governar o mundo. Assista ao vídeo abaixo para compreender do que se trata.

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Se for utilizado, temo que não escaparemos da terceira guerra mundial, pois os controladores do banco central americano, não entregarão seu poder.

E DAÍ?

Toda essa longa explicação para alertá-lo que os executivos em particular, e todos nós em geral, teremos de focar primeiro em manter nossa sanidade frente às desordens que serão provocadas por crises sucessivas que serão lançadas contra nós: passamos pela pandemia, agora guerra da Ucrânia e ainda vem por aí: inflação, crise de energia, alimentos, ataques cibernéticos e, Deus queira que não aconteça, uma guerra mundial.

Estes fatos, além de denunciar a incrível incompetência daqueles que estão no poder global, como Biden, Putin, presidentes do banco central americano, FMI, OMS, ONU, UE, Fórum Econômico Mundial etc., também desnudam a desnorteante maldade em tudo que fazem.

Não há lado bom nesta nova desordem mundial.

E O BRASIL?

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A boa notícia é que provavelmente estamos no melhor país do mundo para enfrentar essa crise. E não estou sendo ufanista nisso.

Deixe-me explicar.

A inflação será muito favorável para os mercados de commodities e o país é um grande produtor delas na área agrícola e de metais, principalmente.

Isto significa que teremos alimentos, um agronegócio vigoroso e iremos atrair investidores internacionais. Este cenário fará com que o ingresso de divisas faça a taxa de câmbio ficar favorável a nós, amortecendo o impacto da inflação – que mesmo assim será muito alta.

Além disso, o povo brasileiro tem uma caridade muito grande devido à sua origem católica. Isto diminuirá a possibilidade de convulsão social – como as que já acontecem, inclusive em países vizinhos, como o Paraguai. Afinal, ninguém passa fome em silêncio.

Além dos excelentes números do PIB – que cresceu 4,6% em 2021 – e da gestão das estatais – só a Petrobrás, deu lucro de R$ 100 bilhões – os próximos anos exigirão não apenas a manutenção de uma boa gestão, mas de criatividade, atenção e velocidade nas decisões frente às crises.

VENCE QUEM DURA MAIS

Neste cenário, conforme mencionei, você terá de lutar pela sua sanidade para orientar-se em meio ao caos de informação e acontecimentos.

Saiba colocar na agenda a ordem devida dos temas e o tempo dedicado a cada um deles.

Você precisa acompanhar o que está acontecendo no mundo para saber com antecedência o que vai impactar o país, seu mercado, sua empresa, carreira, seus investimentos e principalmente, sua família.

Isto é absolutamente estratégico pois lhe dará tempo para agir.

Para isso, prepare-se física, intelectual, mental e religiosamente, para ter força nessas dimensões para não apenas conhecer e enfrentar os problemas, mas ter criatividade para solucioná-los e ajudar seus colaboradores, familiares e amigos a fazê-lo.

Exercícios físicos, boa leitura, escolher bem as fontes de informação para que lhe alimentem com a verdade dos fatos, bons filmes, momentos de entretenimento e com a família, rezar… tudo isso o tornará mais forte com o tempo e, principalmente, o manterá saudável e ordenado.

Lembre-se: vence a luta quem dura mais… e dura mais quem é mais forte.

Fortaleça-se!

Conte comigo para isso e vamos em frente!

Silvio Celestino

Sócio-diretor da Alliance Coaching