À BEIRA DO ABISMO, PROGREDIR É ENGATAR A RÉ

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À BEIRA DO ABISMO, PROGREDIR É ENGATAR A RÉ

Nesta semana tive a oportunidade de entrevistar a Zilaide Silva, executiva cuja trajetória é surpreendente: começou como babá e tornou-se gerente de RH.

A entrevista está abaixo. Assista! Você não vai se arrepender.

As pessoas que assistiram gostaram tanto de sua história que minha esposa me pediu para usá-la como tema para o texto da semana.

Então, vamos lá!

Várias experiências que Zilaide compartilha são fundamentais para executivos e profissionais de todos os níveis. Mas gostaria de destacar duas que considero as mais relevantes para os dias atuais.

A de que o progresso nem sempre significa ir em frente, e a de que a timidez não é desculpa para não fazer algo.

SEGUIR EM FRENTE NEM SEMPRE É PROGRESSO

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Em sua passagem de babá para o primeiro emprego em uma empresa – não vou dizer qual foi porque você não acreditaria – Zilaide voltou para São Paulo para procurar uma oportunidade sem ter nada em vista.

O que teria acontecido se ela tivesse se mantido como babá indefinidamente?

Provavelmente não teria estudado e conquistado a chance de desenvolver todas as suas habilidades e vocação.

Uma decisão difícil como interromper o que você está fazendo mesmo sem alternativas em vista, pode acontecer em qualquer ponto da carreira.

Mas, são nos momentos críticos que você deve refletir se seguir em frente é, de fato, progredir.

Se há custos em parar uma trajetória, por vezes, o pior que pode acontecer a alguém é se manter na direção de um abismo. Neste caso, engatar a marcha a ré, ou fazer um retorno, significa progredir.

Recordo-me da grande crise financeira de 2000 que varreu do mapa inúmeras companhias de computação, internet e comunicação. O ano de 2001 foi uma continuidade ainda mais severa para essas empresas após a queda das torres gêmeas em 11 de setembro. Mas, para mim, foi a pá de cal nas esperanças de que esses setores se recuperariam em um futuro previsível.

Mudar do setor de computação para a de treinamento de executivos foi o caminho que escolhi e, mesmo que cheio de desafios, foi a melhor escolha possível à época. Permanecer na área anterior da forma como estava teria sido um desastre.

Portanto, antes de pisar no acelerador, certifique-se de que está na direção certa.

TIMIDEZ NÃO É DESCULPA

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Uma das mensagens que muitas pessoas devem se identificar na entrevista é quando Zilaide diz que, apesar de sua desenvoltura no vídeo, é uma pessoa tímida.

Realmente, se você assistir às primeiras posições que ela ocupou em empresas, verá que não é possível a alguém tímido fazê-las sem muito esforço para vencer sua natureza – deixo sem esclarecimento adicional para que sua curiosidade o faça assistir ao vídeo.

O fato é que admiramos quem é capaz de falar bem na frente das câmeras ou sobre um palco. Por este motivo, é um desafio que incentivo você a vencer.

Muitas vezes vejo que os executivos travam em horas importantes, como numa reunião com o líder, uma apresentação para o CEO, ou uma entrevista de emprego.

Se tem um investimento que recomendo você a fazer é em aprender a falar em público. Vencer a timidez é o primeiro passo, mas saber como estruturar sua fala, ter postura corporal e saber usar a voz são competências que podem catapultar sua carreira.

São inúmeros os casos de profissionais que foram colocados em posições relevantes porque tinham uma boa imagem perante uma platéia – principalmente porque nela estava o presidente da empresa.

Portanto, a pessoa competente precisa se interessar em gerenciar a percepção que as demais têm a seu respeito, ou seja, por sua embalagem.

A idéia de que você pode ser de qualquer jeito, pois o importante é o conteúdo, tem feito certos profissionais estagnarem nas carreiras porque não compreendem que, quanto mais avançam, sua imagem e voz são as da empresa. Isto é, representam a companhia perante o mercado e o público. E ninguém quer ser representado por alguém que fala e veste-se mal.

Por último, faço questão de destacar a trajetória de Zilaide, porque, em geral, o mundo foca muito as histórias dos empreendedores e esquece as dos executivos.

Mas, são eles que dão um duro danado para fazer, por exemplo, com que o computador ou celular que você está usando para ler este texto chegue às suas mãos.

Em sua rotina, têm de lidar ao mesmo tempo com subordinados e líderes acima deles – nem sempre pessoas de fácil convívio.

Por isso, conhecer uma trajetória exemplar é uma grande inspiração.

Espero sinceramente que possa ter, no futuro, a sua história, leitor, como referência para inspirar novos profissionais.

Conte comigo para isso.

Vamos em frente!

Silvio Celestino

Sócio-diretor da Alliance Coaching