A IA TORNARÁ SUA EMPRESA DISPENSÁVEL?

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A IA TORNARÁ SUA EMPRESA DISPENSÁVEL?

ÁUDIO: O EXECUTIVO

Imagine se um executivo da Kodak perguntasse a um analista de mercados em 1996 ao ver uma câmera digital:

– Esta câmera vai fazer eu perder meu emprego?

E o analista respondesse:

– Seu emprego? Não! A Kodak desaparecerá!

Provavelmente ele ficaria incrédulo. Em 1996, a Kodak detinha a hegemonia do mercado de fotos e seu valor de mercado era de US$ 31 bilhões.

Eu mesmo me recordo de ver uma pesquisa que mostrava que, entre as cores de marcas mais reconhecidas do mundo estavam o vermelho da Coca-Cola e o amarelo da Kodak.

A empresa declararia a falência em 2012.

Esse é um exemplo clássico de que o sucesso de hoje pode ser a armadilha de amanhã, e o executivo que não questiona o próprio modelo de negócio está trilhando a própria obsolescência.

Nos dias atuais, quando alguém pergunta:

– Perderei o emprego para a Inteligência Artificial?

Está fazendo a pergunta errada.

A pergunta certa não é se a IA vai tirar o seu emprego. É se você está preparado para o mundo em que ela já está mudando as regras — inclusive as do setor em que sua empresa opera.

E é sobre isso que precisamos refletir, ampliar nosso horizonte de consciência e agir.

🔍 A Bloomberg divulgou um alerta que Wall Street não consegue mais ignorar: a inteligência artificial não ameaça apenas os trabalhadores. Ela ameaça empresas inteiras.

Anton Korinek, professor do departamento de economia e diretor da iniciativa sobre a transformação econômica pela IA da Universidade da Virgínia, é muito claro ao afirmar:

“A internet apenas interrompeu a distribuição de informações. A IA interrompe a produção cognitiva de forma ampla. Trata-se de uma área de superfície econômica muito maior.”

Ou seja, quando a internet surgiu nos anos 1990, ela transformou a forma como a informação chegava até as pessoas — mas não mudou quem a produzia.

Antes, ela chegava pela TV, pelo rádio, jornais e revistas.

Um jornal continuava precisando de jornalistas para escrever — a internet só mudou o canal de entrega (do papel para a tela)

O que a internet fez, portanto, foi eliminar os intermediários da distribuição.

Mas a produção em si — escrever, analisar, criar, decidir, programar, diagnosticar — continuou sendo trabalho humano.

A IA não está atacando apenas a entrega da informação. Ela está atacando a fabricação e o registro do conhecimento em si — o que antes era exclusividade do cérebro humano.

Portanto, se no jornalismo a internet fez a distribuição do conteúdo ser mais rápida, a IA escreve o conteúdo.

Por isso, Korinek diz que dessa vez o impacto pode ser 10 vezes maior do que o da transformação da internet nos anos 1990.

Dez vezes.

Você está processando o que isso significa para o seu setor?

📌  SCHUMPETER JÁ SABIA

O economista Joseph Schumpeter cunhou o conceito de destruição criativa para descrever o que estamos vivendo. Novas tecnologias surgem, tornam antigas competências obsoletas, destroem modelos de negócio inteiros — e, no processo, criam outros.

Aconteceu com a Kodak. Com a Blockbuster. Com as agências de viagem, as corretoras de valores, os classificados de jornais, as locadoras.

Nenhum desses setores foi destruído da noite para o dia. Todos tiveram sinais. Todos tiveram tempo para se adaptar.

E, na maioria dos casos, não o fizeram.

POR QUE?

Porque os executivos responsáveis por essas empresas cometeram o erro mais caro da liderança: confundiram o sucesso do passado com segurança no futuro.

 

⚠️  O NOVO RISCO QUE OS INVESTIDORES ESTÃO TEMENDO

Há dois tipos de risco circulando nos mercados hoje.

O primeiro é o mais óbvio: e se a IA decepcionar? E se o hype não se sustentar?

Mas o segundo — e esse é o que pouca gente está vendo com clareza — é o oposto: e se a IA entregar exatamente o que promete?

Foi isso que a nota da Citrini Research, empresa de pesquisa de investimento independente, focada em temas de ações e macroeconomia global, jogou no mercado, provocando uma queda no S&P 500: o cenário de uma IA que realmente funciona, que elimina em massa os chamados trabalhadores de colarinho branco e torna dispensáveis empresas inteiras cujo valor competitivo estava no conhecimento humano que ela agora pode replicar.

Não é ficção científica. É uma questão de tempo.

A startup Anthropic, por exemplo, afirmou que sua ferramenta já consegue fazer o que antes exigia “exércitos de consultores”: modernizar sistemas Cobol que rodam em mainframes da IBM. As ações da empresa tiveram a maior queda em 25 anos.

Isso não é um aviso para programadores. É um aviso para qualquer executivo que acredita que o conhecimento acumulado de sua equipe é um diferencial permanente.

💡  O QUE ESTÁ EM RISCO E O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Korinek listou os setores mais vulneráveis no curto e médio prazo:

  • Serviços de back-office
  • Produção de conteúdo
  • Suporte ao cliente
  • Análise jurídica e financeira
  • Programação

Mas a lógica é mais ampla.

Toda empresa cuja vantagem competitiva reside no conhecimento humano que a IA pode replicar está em risco.

Reflita sobre isso por um momento.

Onde está a vantagem competitiva da sua empresa? No relacionamento humano? Na capacidade de execução? Na cultura organizacional? Ou no processamento de informações, na análise de dados e na geração de relatórios — exatamente o que a IA já faz melhor e mais barato?

📊 O QUE OS NÚMEROS MOSTRAM

A produtividade nos EUA cresceu a um ritmo médio de 2,6% desde o início de 2023 — mais que o dobro da média da década anterior.

A Block, fintech de Jack Dorsey, anunciou o corte de quase metade de sua equipe com base na produtividade da IA. As ações subiram 15% em seguida.

O mercado está enviando um sinal claro: eficiência premiada, ineficiência punida.

E os executivos que ainda estão esperando para ver o que acontece estão, silenciosamente, escolhendo o lado errado dessa equação.

🧠  A PERGUNTA DO EXECUTIVO CLASSE INTERNACIONAL

Não é “como me protejo da IA?”.

É “qual é o valor que somente um ser humano — e especificamente eu e minha equipe — pode entregar de forma que nenhuma máquina consiga replicar?”

Relacionamento. Julgamento moral. Liderança em momentos de crise. Inspiração. Cultura. Confiança construída ao longo de anos.

Essas são as competências que nenhum algoritmo substituirá.

Mas elas precisam ser desenvolvidas com intenção. Com disciplina. Com um plano.

E é aqui que entra a responsabilidade do executivo que deseja não apenas sobreviver a este momento, mas liderar a travessia de sua empresa por ele.

⚠️ UM ALERTA IMPORTANTE

Daniel Keum, professor de liderança da Columbia Business School, identificou algo perturbador em sua pesquisa: executivos estão começando a se referir aos funcionários com mais frequência como custos.

Esse é um sinal de que o poder está se deslocando — das pessoas para o capital, dos colaboradores para os acionistas.

Como líder, você tem uma escolha a fazer.

Pode encarar a IA como uma ferramenta para cortar custos humanos e maximizar lucros de curto prazo — e colherá os resultados de quem trata pessoas como planilha.

Ou pode encarar a IA como uma alavanca para liberar o potencial humano das tarefas repetitivas, dos processos, criando espaço para que seus colaboradores entreguem o que só eles podem entregar: julgamento, criatividade, relacionamento e caráter.

E não se esquecer de descobrir os caminhos a serem percorridos pelos trabalhadores que são exclusivamente responsáveis por esses processos para manterem sua dignidade.

A segunda escolha é mais difícil. Exige liderança e responsabilidade de verdade.

Mas é a única que constrói algo duradouro e moralmente aceitável.

Relembrando o início de meu texto, minha resposta para aqueles que perguntam se perderão seu emprego para IA e estão em empresas de consultoria, escritórios de advocacia, call centers, tecnologia, eu responderia o mesmo que o analista de mercado: – Seu emprego? Não! Sua empresa desaparecerá!

Mas, não necessariamente sua capacidade de gerar renda.

🚀 Conte comigo para isso — e vamos em frente!

Conte comigo para isso e vamos em frente!

Silvio Celestino – Diretor da Alliance Coaching

Autor do livro: O LÍDER TRANSFORMADOR, como transformar pessoas em líderes

silvio.celestino@alliancecoaching.com.br

P.S.1. Se você é diretor ou gerente e gostaria de aumentar sua musculatura executiva para ser cada vez mais um executivo classe internacional, entre em contato conosco. Nossos programas de coaching executivo, mentoria, palestras e seminários de liderança contribuirão muito com você e os resultados da empresa. Ligue para nós!

E, é claro, se você gosta do meu trabalho, deixe um comentário, dê um like e compartilhe. E se inscreva no Canal O EXECUTIVO.

Um grande abraço e vamos em frente!

https://www.youtube.com/watch?v=aTZQui4ffC4&t=396s

ESTE TEXTO FOI BASEADO NO SEGUINTE ARTIGO:

https://www.bloomberglinea.com.br/mercados/wall-street-em-alerta-superprodutividade-da-ia-pode-tornar-empresas-dispensaveis/

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