FOI PARA ISSO QUE INVESTIMOS EM TANTA TECNOLOGIA?

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FOI PARA ISSO QUE INVESTIMOS EM TANTA TECNOLOGIA?

ÁUDIO: O EXECUTIVO

⚠️ UMA EXPERIÊNCIA SIMPLES QUE VIROU UMA VIA-CRÚCIS

Para quem vem da área de TI, os últimos dias foram deprimentes de ver no que o uso da tecnologia se transformou.

Levei quase uma semana para resolver apenas o início de um problema que, há 30 anos, foi resolvido em menos de uma hora.

Tudo por causa de um simples cisto.

Na primeira vez, décadas atrás, o médico examinou, viu que havia tempo antes do próximo paciente e resolveu ali mesmo.

Na segunda, perguntou se eu preferia consultório ou hospital. Escolhi consultório. Problema resolvido em minutos.

Agora?

Consulta, pedido de ultrassom por exigência do convênio, hospital obrigatório, mensagens com bots, atendentes sem autonomia, listas desatualizadas de fornecedores, sistemas que se contradizem, canais que não resolvem, retorno depois de 72 horas, cadastro que some e reaparece.

Mais tecnologia, dados, processos e um batalhão de pessoas envolvidas.

E muito menos solução.


🤔 FOI PARA ISSO?

Foi impossível não me fazer uma pergunta que me persegue com cada vez mais frequência ao longo dos anos:

FOI PARA ISSO QUE INVESTIMOS EM TANTA TECNOLOGIA?

Porque, na prática, o que vejo em muitos setores — e nesta semana vivenciei isso na pele – literalmente — é a digitalização da burocracia, da incompetência e da transferência de poder para sistemas que ninguém sabe quem controla de verdade.


🏥 ANTES, RESOLVIA-SE. HOJE, REGISTRA-SE.

Antes, a relação era entre médico e paciente.

Hoje, ela passa por convênio, hospital, laboratório, software, protocolo, validação, auditoria e atendimento automatizado.

Antes, resolvia-se.

Hoje, registra-se.


🔒 O PREÇO OCULTO DA MODERNIDADE

E há uma questão ainda mais relevante nisso tudo: a tecnologia, que prometia liberdade, conveniência e economia de tempo, está entregando exatamente o contrário — vigilância, complicação e espera.

Na saúde, isso aparece de forma brutal:

· 🩺 a palavra do médico já não basta;

· 📄 o exame – totalmente desnecessário – vira exigência do sistema;

· 🗂️ sua privacidade se espalha por bases de dados que você nem conhece e é impossível de citar o nome de uma única pessoa que tem acesso a ele – e imagine se hackers atacarem essas bases;

· 💸 e todos ganham com o processo, menos o paciente em tempo, paz e dignidade.


🌍 NÃO É SÓ SOBRE SAÚDE

Mas esse problema não é só da saúde.

É um retrato do espírito do nosso tempo: colocamos tecnologia em tudo, mas raramente paramos para perguntar se ela está simplificando a vida ou apenas sofisticando o controle.

E se há mais controle, precisaríamos saber exatamente quem são essas pessoas que o desejam a ponto de investir de maneira doentia nele.

Executivos precisam se fazer essa pergunta com a honestidade de querer encarar a resposta.


📉 NEM TODA TECNOLOGIA É PROGRESSO

Nem toda tecnologia cria valor.

Automação não necessariamente melhora a experiência.

E o ganho de eficiência para a empresa pode ser na verdade, um custo de tempo e dinheiro transferido para o cliente – afinal, eu não uso um teletransporte para me deslocar ao laboratório – e meu carro não funciona a base de ar.

Às vezes, o novo sistema é apenas dissimulação dessa transferência com um verniz de modernidade.


✅ AINDA DÁ TEMPO DE CORRIGIR A ROTA

A boa notícia é que tenho visto líderes empresariais corrigindo a rota.

Nesta semana conversei com um empresário que observou que a idade de seus clientes dificultava a absorção por parte deles de novas tecnologias.

Ele decidiu manter canais que eles estavam acostumados a criar algo exclusivamente via um novo sistema.

O resultado foi a preservação dos clientes mais lucrativos enquanto a nova geração cresce e torna-se relevante para o negócio.

Demonstrou um respeito genuíno pelos clientes e uma articulação habilidosa com o novo.

Ainda dá tempo para outros negócios terem esse discernimento.

Isto é, conscientemente usar tecnologia para:

· 🔓 devolver e desenvolver a autonomia de seus colaboradores

· 🛡️ preservar privacidade de seus clientes

· 🤝 humanizar decisões

Um executivo deveria preocupar-se em desenhar uma empresa mais eficiente sem transformá-la em máquina de indiferença e que olha os clientes somente como números.

Deveria escolher inovação com propósito — e não só com orçamento.


❓ ESTAMOS REALMENTE AJUDANDO AOS CLIENTES?

A tecnologia que você está colocando no seu negócio atende realmente à uma demanda de seu cliente?

E se ele preferir algo com que está mais acostumado e que não encontra mais na sua empresa, não o fará pensar em seu concorrente?

Particularmente, estou farto de mudanças que pioraram a vida das pessoas.


🎯 O PAPEL DO EXECUTIVO

Executivos de classe internacional não são os que colocam mais tecnologia de maneira desordenada.

São os que têm discernimento para colocar aquela que impacta a última linha porque realmente entrega mais valor e melhora a vida de seus clientes.

Desenvolver a empresa com esse propósito faz com que eles voltem regularmente, criem lealdade à sua marca e assegurem resultados duradouros com menos energia e mais vínculos genuínos com sua empresa.

Conte comigo para isso e vamos em frente!

Silvio Celestino – Diretor da Alliance Coaching

Autor do livro: O LÍDER TRANSFORMADOR, como transformar pessoas em líderes

silvio.celestino@alliancecoaching.com.br

P.S.1. Se você é diretor ou gerente e gostaria de aumentar sua musculatura executiva para ser cada vez mais um executivo classe internacional, entre em contato conosco. Nossos programas de coaching executivo, mentoria, palestras e seminários de liderança contribuirão muito com você e os resultados da empresa. Ligue para nós!

E, é claro, se você gosta do meu trabalho, deixe um comentário, dê um like e compartilhe. E se inscreva no Canal O EXECUTIVO.

Um grande abraço e vamos em frente!

Para conhecer nossas fontes e estar atualizado:

 

BIBLIOGRAFIA PARA O EXECUTIVO CLASSE INTERNACIONAL

 

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