É NATAL! ALEGRAI-VOS!

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É NATAL! ALEGRAI-VOS!

ÁUDIO: O EXECUTIVO

Quando Jesus contemplou a multidão, seu coração se encheu de compaixão, pois eram como ovelhas sem pastor, perdidas no vazio da alma.

Hoje, ao erguer os olhos para o mundo, sentimos a mesma ternura dolorida. Vemos multidões inquietas, correndo atrás do novo, do efêmero brilho dos movimentos, das promessas revolucionárias — em busca de algo que nem elas sabem nomear. É uma sede profunda que nenhuma fonte aplaca, uma fome permanente que nenhum banquete sacia.

Buscam em causas distantes, em terras longínquas, na vastidão da natureza, no olhar dos animais, nas estrelas frias do espaço. Mas o vazio permanece, um sussurro sem resposta.

Nós, que seguimos o Cristo por meio da Igreja Católica, também olhamos para essas multidões com o coração apertado de compaixão. E, por apontar-lhes a única Água Viva, somos zombados, humilhados e, em terras da África, ceifados aos milhares – e ninguém comenta, alguns nem ao menos sabem.

Ainda assim, nossos verdadeiros sacerdotes não calam, porque sabem onde brota a fonte que mata toda sede — não só para esta vida, mas para a eternidade.

E essa fonte nasceu numa noite silenciosa, há mais de dois mil anos, num recanto escondido do mundo. Não houve multidões, nem trombetas, nem luzes ofuscantes. Apenas uma mulher — a mais singular, a mais bendita de todas — Maria, que trouxe à luz Aquele que tecera toda a existência com as mãos.

O Criador do céu e da terra fez-se criança frágil. Viveu a fome que corrói, o frio que penetra os ossos, a injustiça que esmaga e a morte humilhante que tudo parece encerrar. Viveu tudo, menos o pecado. Por isso, pode ser nosso Salvador cheio de misericórdia e, ao mesmo tempo, nosso Juiz justo — pois conhece, na própria carne, o que é ser humano.

Tudo começou no silêncio profundo da noite. Na companhia humilde de José, do calor dos animais — o burrinho, a vaca, os carneiros — e dos pastores simples, chamados como primeiras testemunhas do mistério. Nada de grandes alardes. Apenas a simplicidade daqueles que têm o dom da pobreza: o respirar de uma criança, o olhar de uma mãe, o coração do início da cristandade pulsando baixinho.

Neste Natal, entre nesse mesmo silêncio. Afaste o ruído do mundo e aproxime-se da manjedoura. Contemple o Menino — verdadeiro Deus e verdadeiro homem —, mistério de amor que nos dá coragem para atravessar as misérias, as fraquezas, as tormentas e as injustiças desta vida – afinal, nós, executivos, também vivemos isso.

Pois, à luz da eternidade que Ele nos abre junto ao Pai, tudo isso se torna leve, passageiro, quase nada.

Quanta delicadeza, quanta ternura infinita tem Deus conosco ao revelar-se assim: não em trovões de glória, mas no choro suave de uma criança.

Que esta revelação nos devolva o essencial — também na liderança, no trabalho e na vida.

Neste Natal, venha até Ele. E fique. Não só em 2026, mas por todos os dias, até que o tempo se dissolva na eternidade.

Um Feliz e santo Natal a você e sua família!

Silvio Celestino – Diretor da Alliance Coaching

Autor do livro: O LÍDER TRANSFORMADOR, como transformar pessoas em líderes

silvio.celestino@alliancecoaching.com.br