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O que eu aprendi ao dar coaching para mulheres líderes empresariais

Quando em 2002 decidi sair da área de tecnologia e ingressar na carreira de formação de líderes executivos e empresariais sabia que teria um longo caminho de aprendizados. Muitos deles vieram de mulheres executivas e empreendedoras. Líderes empresariais que, anonimamente, possuem histórias extraordinárias.

 

Primeira lição: A seriedade e as tragédias da vida não precisam transformá-lo em alguém negativo

 

Quando se fala em formação de liderança, percebo o foco excessivo na ideia de que, ao fazer um processo de coaching, por exemplo, o executivo aprenderá a obter mais resultados, ganhar muito dinheiro e ter sucesso. Ou seja, o principal critério de sucesso é o econômico. Entretanto, logo com minha primeira cliente, em 2002, ficou claríssima a falácia dessa proposição.

 

Uma empresária queria fazer coaching comigo porque desejava aumentar o faturamento da empresa. Entretanto, com duas semanas de trabalho, sua irmã entrou em estado terminal de câncer. O que originalmente seria um coaching executivo – processo dedicado a desenvolver competências de liderança empresarial – passou para coaching de vida, que é aquele direcionado a desenvolver competências em outras áreas da existência humana.

  

O processo foi conduzido com uma metodologia semelhante ao que se vê no filme “Antes de Partir”, com Jack Nicholson e Morgan Freeman, em que os personagens, diante da morte certa por conta da doença, fazem uma lista de tudo o que desejam viver até seu momento final.

 

Observar e ajudar duas pessoas que se amavam a passar seus últimos dias juntas foi para mim uma experiência transformadora. Até então avaliava a importância de minha atuação profissional mais pelos aspectos econômicos, como o valor do faturamento, por exemplo. Mas ali havia sido testemunha de algo que me remetia à essência da existência física de todos: a finitude de nossas vidas e daqueles que amamos. Não seria considerado errado minha cliente insistir com o aumento de suas vendas para dar mais conforto físico à sua irmã. No entanto, sua escolha moral de acompanhar os últimos dias da irmã demonstrava sua maturidade, integridade e imenso senso de dever para com algo sagrado: a vida humana.

 

Na verdade, quando ela me agradeceu pelo apoio naqueles dias percebi o enorme amadurecimento que me proporcionara.

 

Recomendo a jovens que desejam ser coaches que busquem amadurecer para ter a dimensão da responsabilidade em suas mãos – que vai muito além de encontrar nos clientes suas “crenças limitantes” – e contribuir com toda seriedade e responsabilidade para os momentos atuais e futuros deles. E alguns desses momentos são verdadeiras tragédias pessoais.

 

Cerca de um mês depois do falecimento de sua irmã, a cliente focou-se novamente no processo executivo e triplicou as vendas de sua empresa nos anos seguintes. Um resultado extraordinário depois de tudo que passara. Empreendedora singular e, o mais interessante, que transmite muita alegria a todos que a cercam.

 

Passar pelos momentos trágicos de nossas vidas e sair deles com alegria e vitalidade é um aprendizado e tanto. E está reservado a pessoas fortes, que sabem que, além dos critérios econômicos, a moral, a fé e nossa presença ante os mistérios da vida e da morte são fatores que devemos levar em conta em nossas decisões.

 

Vamos em frente!

P.S. As demais lições colocarei nos próximos posts.