Pandemia, informações e a coragem para decidir

By in

Desenho extraído da live do Dr. Salvatore Rinaldi – 19/6/2020

Um líder tem de tomar decisões corajosas em acordo com os acontecimentos, mas preparando-se para enfrentar o futuro. Por esta razão, as informações que lhe chegam devem ser verdadeiras e, portanto, de fontes confiáveis.

Tive o privilégio de ser convidado para uma live do Dr. Salvatore Rinaldi, cientista e médico italiano de renome internacional, inventor da tecnologia REAC.

Em suas próprias palavras: “A tecnologia REAC permite novas óticas e estratégias terapêuticas para a recuperação e a otimização funcional do organismo em relação às (…) doenças (…) não possíveis de serem enfrentadas a nível farmacológico, e nem por outros meios.

O objetivo dos tratamentos possíveis com a tecnologia REAC, é atuar sobre a capacidade de resposta do organismo, levando-o gradualmente a sua eficiência máxima e desencadeando assim uma otimização gradual das funções de todo o organismo, isto a nível biológico, neurológico, psicológico e físico.”

Difícil imaginar alguém mais qualificado, sério e cuidadoso com as palavras para descrever o que está acontecendo com a disseminação do vírus chinês e o que esperar no futuro.

Fui convidado pelo Dr. Fábio Bechelli que, no mundo, é o clínico que mais se utilizou desta tecnologia em seus pacientes, sendo eu um deles, com resultados sólidos e duradouros.

As quatro ondas provocadas pelo vírus chinês

Esta foi, a meu ver, a palestra que forneceu mais informações relevantes para os executivos e empresários se prepararem para os problemas de liderança que enfrentarão com as pessoas de suas equipes.

Em primeiro lugar ele descreveu que o vírus chinês causou 4 ondas fundamentais de patologias que afetarão médicos, hospitais e clínicas. Portanto, se você é gestor público deve estar atento a elas ao tomar suas decisões.

Todas elas afetarão as empresas, mas a quarta é a mais preocupante, pois é o efeito residual e de longa permanência nas pessoas, mesmo as que não tiverem sido contaminadas com o vírus chinês.

A primeira onda

A primeira onda é a que estamos enfrentando: ou seja, a contaminação em larga escala pela doença e as medidas de dimensionamento da rede de assistência para os casos mais graves da gripe.

Entretanto, hoje se observa que a resposta inapropriada de muitos governadores e prefeitos fez com que houvesse uma reserva de recursos para o tratamento da gripe chinesa, retirando recursos para pacientes com outras enfermidades.

A segunda onda

Por esta razão, a segunda onda é formada pela falta de estruturas e pessoal para lidar com casos de emergência que não sejam da gripe.

Dr. Salvatore alertou que esta é a onda que a Itália vive neste momento – escrevo este artigo em julho de 2020.

Portanto, seria de bom grado que nossos governadores e prefeitos fossem alertados para ajustar seu planejamento, a fim de minimizarem os danos que possam advir da falta de atendimento apropriado dessas pessoas com doenças que requerem atendimento de emergência.

Colocar toda a estrutura para cuidar de uma única enfermidade não resolve todos os problemas de saúde da população – por óbvio que esta afirmação pareça.

A terceira onda

A terceira onda é a consequência desta maneira apavorante e alarmante de se lidar com o vírus chinês.

Os prefeitos, governadores e a grande imprensa conseguiram, de fato, apavorar as pessoas, inclusive aquelas que precisavam de assistência ininterrupta para suas doenças crônicas.

Como essas pessoas deixaram de ir se tratar por medo da gripe chinesa, elas formarão a onda de pacientes com doenças crônicas que se agravaram e que chegarão em breve a clínicas e hospitais.

Novamente, os líderes destas organizações devem se preparar para isto.

Mas, é a quarta onda que irá ser a mais duradoura e afetará a todos.

A quarta onda

Fiquei gelado quando ouvi Dr. Salvatore pronunciar estas palavras: – “O pior estresse a que uma pessoa saudável pode ser submetida é ficar confinada. Isto irá causar uma onda de doenças mentais.”

Desde o princípio observei que as notícias e as decisões de prefeitos e governadores, reforçadas pelo comportamento de policiais e fiscais sanitários – ao cumprirem ordens inconstitucionais, em vez de prender quem as emitiu – fizeram as pessoas se trancarem em casa sem questionarem as consequências disso, inclusive para sua própria saúde.

É evidente que há um público mais sujeito à forma grave da gripe chinesa: idosos e pessoas com comorbidade. Ele é que deveria ter sido protegido do vírus. Mas, as demais pessoas, especialmente os homens saudáveis, jamais deveriam ter se trancados em casa.

Além de terem agravado a crise econômica, se expuseram a um estresse que se prolongará pelos próximos anos e que, se não forem tratados, poderão causar doenças devido principalmente ao Burnout: que nada mais é do que o esgotamento físico, mental ou intelectual.

Infelizmente observei isso aumentar gradativamente nas equipes de meus clientes em coaching ao longo de quatro meses de quarentena. Alguns de seus funcionários tiveram de ser afastados, o que sobrecarregou também a meus clientes – na sua maioria gerentes e diretores.

Esta situação exige que os líderes sejam cautelosos consigo mesmos e com os membros de suas equipes.

Cada um deve ser capaz de se observar e perceber se sua situação recomenda prevenção, planejamento e melhores práticas, o que poderá ser obtido por meio de mentores e coaches, ou de tratamento com psicólogos e médicos.

Sendo assim, algumas recomendações:

Um funcionário deve cuidar do outro

Quando você está no mesmo ambiente que seu funcionário, é possível observar seu semblante, posturas e reações além do momento do trabalho: no café, no corredor, no almoço etc. Entretanto, mesmo que ele esteja sentindo-se mal neste momento, ele não irá declarar isso a você em uma reunião online. Principalmente se estiver com medo de perder o emprego.

Fomente, portanto, que um funcionário converse com outro, fora das reuniões formais, para que os membros da equipe se cuidem. Incentive-os a saber como estão todos e se auxiliarem mutuamente, sem a necessidade de sua intervenção.

Nem só de trabalho vive o homem

Oriente seus funcionários a não trabalharem além da conta e seja você o exemplo. Afinal, aquele que não descansar, não ganhará a batalha.

Cuide-se

Seja um modelo de extremo autocuidado. Isto é, preste muita atenção à sua saúde mental, física e psicológica. Saia de casa! Vá ao escritório de tempos em tempos. Aos finais de semana, procure fazer uma viagem, mesmo que seja curta e que você nem saia do carro, somente para ver outros horizontes.

Mantenha sua sanidade, com exercícios físicos, boas leituras, boas músicas – e não se esqueça das preces.

Nem todo mundo que te passa informação é seu amigo

Evite certos canais populares para se informar a respeito do vírus chinês. É cada vez mais evidente que as informações espalhadas à população estão servindo para apavorar as pessoas e desorientá-las. Infelizmente, muitas estão se estressando devido à exposição a este volume insano de informação negativa.

Procure por aqueles cientistas, médicos e estudiosos que estão localizando e falando sobre curas, tratamentos e formas positivas de lidar com a doença. (1)

Desenvolva sua resiliência

O estresse continuado demandará que você tenha muita força física, mental e intelectual para passar por este momento histórico. Entretanto, mantenha-se aprendendo de tal modo que esta situação seja capaz de aprimorá-lo e não apenas tirar suas energias e esperança.

Você precisará de criatividade para ter idéias novas em meio ao caos provocado por este vírus. A criatividade é uma competência da alma e ela somente pode ser alimentada de dois modos: pelos estudos, especialmente a leitura, e pela prece.

Quem deve decidir é você, não a ciência

Um líder precisa entender o que está acontecendo e, por isso, suas fontes de informação têm de ser confiáveis. Entretanto, isto não elimina o fato de você ter de usar sua consciência para decidir.

As notícias, a ciência e as palavras dos profissionais que você confia devem servir de orientação, mas, você tem de ter coragem para decidir.

Quando, por exemplo, a ciência quer se tornar sua consciência, ela está ultrapassando em muito sua capacidade de levar em conta fatores que não são capturados em seu âmbito de atuação – afinal, não existe trigonometria de leões, nem biologia de círculos.

Trancar todo mundo em casa pode ser bom sob o ponto de vista da infectologia, mas é um desastre para a economia. Quem tem de integrar a decisão que coloca na balança ambas perspectivas é o líder.

Liderar é ter coragem

Se cada vírus que vier a partir de agora for motivo para uma mudança civilizacional, estaremos perdidos pois destruiremos nossa cultura. Temos de ser capazes de nos encontrarmos, irmos à igreja, abraçarmos, beijarmos, tomarmos uma cerveja e apreciarmos o sol. Qualquer solução tem de respeitar isso, ou não será solução aceitável.

Até lá, lembre-se daquele cartaz que fora planejado para incentivar os ingleses durante a segunda guerra: “Keep Calm and carry on” – mantenha a calma e continue!

Proteja-se, mas vamos em frente!

 

(1) Sugestões de fontes de informação:

Em português:

https://www.tercalivre.com.br/

https://brasilsemmedo.com/

https://conexaopolitica.com.br/

Em inglês:

https://goldsilver.com/

https://usawatchdog.com/

https://www.zerohedge.com/

https://kingworldnews.com/