Notícias que leio 20/3/2021

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Notícias que leio 20/3/2021

FED reduz exigência de reserva bancária para zero

Em um sistema bancário de reserva fracionária, cada vez que um correntista deposita uma certa quantia no banco, por exemplo, R$ 100,00, a instituição, por lei, tem o direito de manter somente uma fração deste valor à disposição do depositante – que passa, portanto, a ser um credor dela – e o restante pode fazer o que bem entender, digo, o que a legislação permitir.

Por exemplo, em um sistema onde a razão é de 10 para 1, dos R$ 100,00 depositados, o banco só precisa manter R$ 10,00 e emprestar os outros R$ 90,00. Se a pessoa que receber estes R$90,00 comprar uma camisa, por exemplo, e a loja depositar este valor no banco, este poderá manter R$ 9,00 disponível ao cliente e os outros R$ 81,00 empresta para outra pessoa. Portanto, os R$ 100,00 iniciais, ao fim destas operações, serão responsáveis por R$ 1.000,00 na economia. Inversamente, se o dono dos R$ 100,00 sacar este dinheiro, o banco terá de se virar para achar outros R$ 100,00 para colocar no lugar, ou dar um jeito de fechar R$ 900,00 no mercado financeiro.

No Brasil, desde o dia 5 de outubro de 2020, o depósito compulsório dos bancos no Banco Central, foi reduzido de 21% para 17% e assim deverá permanecer até abril de 2021 – espera-se que, a partir desta data o valor passe a 20%.

Entretanto, nos Estados Unidos, onde a fraude, digo, as leis são muito mais permissivas neste setor, o banco central americano, FED – Federal Reserve – acaba de reduzir esta exigência a zero.

Tradução: quando uma pessoa deposita um valor qualquer em um banco americano, ele está livre para fazer o que quiser com seu dinheiro e não precisa manter nenhuma reserva em seus cofres.

O resultado esperado disso é uma avalanche de dinheiro disponibilizado para maus investimentos, especulação e todo tipo de irresponsabilidade. E quando os correntistas precisarem, se esta ciranda financeira não der lucro, ou ao menos empatar o valor investido, muitos virão suas contas reduzidas a pó.

https://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/reservereq.htm

 

Crise econômica severa à vista

Os bons indicadores econômicos são aqueles que alertam com antecedência quando uma crise virá. As vendas de caminhões pesados nos Estados Unidos tem sido um indicador muito confiável neste sentido. Ele dá ao seu observador meses para preparação. Este indicador sinalizou a crise de março de 2020 com 4 meses de antecedência – sim, a crise econômica não foi criada pelo vírus chinês – e, após meses do FED despejar trilhões de dólares na economia, as vendas destes caminhões reverteram uma trajetória que começou com a venda 563 mil unidades em setembro de 2019, caiu para 299mil em maio de 2020 e uma subida espetacular que atingiu 530 mil em janeiro de 2021. Agora o indicador volta a cair para 489 mil. Isto sinaliza nova crise a caminho. Da vez anterior foram somente 4 meses para nos prepararmos. Veremos quanto tempo teremos desta vez.

https://fred.stlouisfed.org/series/HTRUCKSSAAR

O FED continua sua tentativa desesperada de não deixar a economia americana parar, especialmente o mercado de crédito. Com a impressão, digo, digitação de US$ 4 trilhões, ele tornou-se o maior detentor de ativos do planeta: R$ 7,6 trilhões. E o impostor, digo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou mais US$ 1,9 trilhões.

O que suscita a pergunta: cadê a inflação?

https://fred.stlouisfed.org/series/RESPPANWW

A resposta é simples. Do mesmo modo que não adianta você empilhar madeira na esperança de que uma fogueira pegue fogo, não adianta você imprimir dinheiro na esperança de gerar inflação. É preciso que haja uma ignição para que a chama aconteça e na economia, uma atitude das pessoas de comprar. Pois, enquanto o dinheiro não circular na economia, a inflação fica retida nos ativos – lembre-se, preço de ativos é preço, portanto, estamos observando uma enorme inflação no mercado acionário, títulos públicos, imóveis, etc. Tudo está aumentado de preço, exceto ouro e prata, dois ativos esquecidos pelo homem comum e só pelo homem comum.

Entretanto, o dinheiro não circula. É fácil você acompanhar isso pelo indicador velocidade do dinheiro. Observe como ele se comporta de maneira inversa à quantidade de dinheiro que o FED tem introduzido na economia:

https://fred.stlouisfed.org/series/M1V

Portanto, quando as pessoas começarem a comprar, todo esta dinheirama irá iniciar um incêndio nos preços e todas as moedas do mundo passarão pelo mesmo fenômeno ocorrido no Brasil no início da década de 1990. Hiperinflação, seguida de troca da moeda. O dólar será a última a cair. Até lá deveremos ter institucionalizado moedas digitais e o SDR – Special Drawing Rights, que é uma moeda do FMI – substituirá o dólar nas trocas internacionais. Este deverá ser o primeiro reset na economia mundial, provocado pelo governos e grande capitalistas que será seguido pelo segundo reset global, provocado pelas pessoas comuns.

 

Informe-se por fontes primárias

Nestes últimos dias o governo federal reduziu em definitivo os tributos federais do gás. Mas, infelizmente, os governadores de 19 estados compensaram a queda destes tributos ao aumentarem o valor do ICMS no gás. O governo federal também reduziu a zero e por 2 meses os tributos no diesel, mas os governadores também elevaram a alíquota do ICMS deste combustível – a quem será que esses governadores servem? Com certeza, não ao povo e muito menos ao Brasil. A quem servem?

Esta é a live da semana do presidente Bolsonaro. Lamento que muitos executivos e empresários não acompanhem diretamente as ações do governo, pois estão muito mal informados pela mídia a respeito da excelente atuação deste governo no enfrentamento não apenas da pandemia, mas dos problemas em geral. Apesar dos partidos de oposição, governadores, STF e mídia estarem do lado oposto. Também me pergunto a quem serve toda essa gente? Com certeza, não ao povo e não ao Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=xVWLlFdRNt8